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SPDA e Aterramento conforme a NBR 5419

Proteção Contra Descargas Atmosféricas

SPDA e Aterramento conforme a NBR 5419

Projetamos, instalamos e laudamos sistemas de proteção contra descargas atmosféricas e malhas de aterramento. Goiás está entre os estados com maior incidência de raios do país, e isso é um risco patrimonial mensurável.

Análise de risco conforme a norma

Projeto derivado do cálculo da NBR 5419-2, não de modelo genérico reaproveitado de outra obra.

Laudo com ART para seguro e auditoria

Documentação técnica válida para seguradora, Corpo de Bombeiros e auditorias de segurança do trabalho.

Medição de resistência documentada

Terrômetro calibrado, método de Wenner e relatório com valores, metodologia e conclusão técnica.

Proteção contra surtos coordenada

DPS dimensionado e instalado em estágios, protegendo o que o SPDA externo sozinho não protege.

Por que SPDA não é item opcional em Goiás

O Brasil lidera as estatísticas mundiais de incidência de descargas atmosféricas, e o Centro-Oeste concentra parte relevante desses eventos, especialmente entre outubro e março. Uma descarga direta ou mesmo uma indução em cabo próximo é suficiente para destruir quadros de comando, CLPs, inversores e centrais telefônicas de uma planta inteira.

A NBR 5419, revisada em 2015, mudou a lógica da norma anterior: hoje o ponto de partida é a análise de risco (parte 2), que compara o risco calculado da edificação com o risco tolerável. O projeto do SPDA deixou de ser uma receita padronizada e passou a ser o resultado desse cálculo. Isso significa que sistemas instalados antes da revisão frequentemente não atendem à norma vigente.

Há ainda o componente de responsabilidade civil e securitária. Em sinistro por descarga atmosférica, a seguradora avalia se a edificação possuía SPDA em conformidade e laudo válido. A ausência do laudo é motivo recorrente de negativa de cobertura.

O que o sistema precisa ter para funcionar

Um SPDA completo se apoia em três subsistemas. O de captação intercepta a descarga por método Franklin (hastes), Gaiola de Faraday (malha condutora) ou esferas rolantes, conforme o nível de proteção calculado. O de descida conduz a corrente ao solo por caminhos múltiplos e equidistantes. O de aterramento dissipa a energia no solo com resistência adequada.

O elo mais negligenciado é a equipotencialização. Se as massas metálicas, tubulações, estruturas e o aterramento do sistema elétrico não estiverem interligados a uma barra de equipotencialização principal, surgem diferenças de potencial durante a descarga, e é isso que danifica equipamentos e coloca pessoas em risco, mesmo com captores instalados corretamente.

Completa o conjunto a proteção contra surtos (DPS), instalada em estágios coordenados no quadro geral e nos quadros secundários. Sem DPS, a corrente induzida encontra o caminho pelos condutores de energia e dados, ignorando completamente o SPDA externo.

Aterramento e medição de resistividade

A malha de aterramento é dimensionada a partir da estratificação do solo, obtida pelo método de Wenner. Em solos de alta resistividade, comuns em áreas de cerrado com terreno arenoso e seco, hastes isoladas não atingem os valores exigidos, sendo necessário malha, hastes profundas ou tratamento químico do solo.

Realizamos a medição de resistência de terra com terrômetro calibrado e emitimos o relatório com os valores medidos, a metodologia aplicada e a comparação com o valor exigido pela norma. Essa medição deve ser repetida periodicamente, já que a resistência varia com a umidade e com a corrosão dos eletrodos.

Metodologia

Como conduzimos o projeto

  1. 1

    Análise de risco

    Cálculo conforme NBR 5419-2 considerando localização, ocupação, estrutura e densidade de descargas.

  2. 2

    Estratificação do solo

    Medição de resistividade pelo método de Wenner e definição da malha.

  3. 3

    Projeto executivo

    Definição do método de captação, descidas, aterramento, equipotencialização e DPS, com ART.

  4. 4

    Instalação

    Captores, cabos de descida, conexões exotérmicas ou mecânicas, hastes, malha e barra de equipotencialização.

  5. 5

    Medição e laudo

    Ensaio de continuidade, medição de resistência de terra e emissão do laudo técnico.

Dúvidas Frequentes

Proteção Contra Descargas Atmosféricas: o que perguntam

A NBR 5419 estabelece inspeções visuais e completas em intervalos que variam conforme o nível de proteção e o tipo de estrutura, tipicamente entre 1 e 3 anos. Estruturas com risco de explosão exigem inspeção anual. Também é obrigatória inspeção após qualquer descarga atmosférica registrada na edificação.

Provavelmente não. A revisão de 2015 alterou substancialmente os critérios de projeto, especialmente por introduzir a análise de risco obrigatória e por reforçar as exigências de equipotencialização e proteção contra surtos. Sistemas projetados sob a norma anterior costumam ser aprovados apenas parcialmente na inspeção.

A NBR 5419 recomenda resistência inferior a 10 ohms para o subsistema de aterramento do SPDA. Instalações específicas, como subestações e sistemas de telecomunicação, podem exigir valores mais restritivos. O valor deve ser comprovado por medição documentada, não estimado.

Sim, e é um caso de atenção especial. O arranjo fotovoltaico é uma superfície metálica extensa e exposta, com eletrônica sensível (inversores) conectada a ela. O projeto deve prever captação, equipotencialização das estruturas e DPS tanto no lado CC quanto no CA.